Dia do Irmão – Parabéns aos Irmãos Gêmeos!

 

 

O relacionamento com irmão é geralmente o relacionamento mais longo que o ser humano tem na vida.

 

Existem vários tipos de irmãos: os irmãos fraternos, irmãos gêmeos, irmãos filhos do mesmo pai e mãe, os meio-irmãos, quando têm em comum um dos pais biológicos, e os irmãos que são frutos também de recasamento, que são ligados pela união do pai biológico de um e a mãe biológica do outro, porém com pais diferentes, que por falta de um termo oficial, são denominados como “irmãos do recasamento”, ou co-irmãos (Leônidas, 2005). Tem também o “irmão adotivo”, quando o integrante é adotado pelos pais e claro, Irmãos Gêmeos.

 

 

 

Minuchim (1998) define relacionamento entre irmãos como um treinamento social. É um subsistema onde o indivíduo aprende aspectos de relacionamento e de situações da vida. Exercita o negociar, disputar, perder, ganhar, como fazer amigos, e como lidar com diferenças pessoais. Conseguir conviver com as individualidades do outro,  e fazer das diferenças pessoais um caminho para o amadurecimento é um grande e difícil aprendizado, portanto, o quanto antes isso for exercitado, melhor e não existe um local mais apropriado do que em casa.  (Britto, 2002).

 

Há vários estudos e teorias sobre a influência do relacionamento com o irmão na identidade. Só o fato de “ter” um irmão já tem um significado.

 

Bank e Kahn (1997, upud Leônidas, 2005) afirmam que o vínculo entre os irmãos exercerá influência sobre a formação da personalidade se, quando criança ou adolescente, os irmãos tiverem muito acesso e contato um com o outro. Além disso, em casos onde eles não tiverem um amparo parental confiável e suficiente para eles, os irmãos poderão usar um ao outro como base para a construção da identidade. E isso é muito comum em gêmeos.

 

Desde o começo cultivam um sistema de apoio emocional e social que proporciona uma base sólida à qual recorrem um ao outro ao longo de suas vidas. (Tinglof, 2008)

 

Pela condição que a natureza ofereceu, os gêmeos têm desde o nascimento muito contato entre eles, e, como resultado de uma exposição precoce e prolongada um do outro, desenvolvem uma ligação influente e intensa entre si. Embora o relacionamento seja mais predominante nas etapas da infância e começo da adolescência, eles podem se afastar um pouco à medida que cada um resolve explorar sua vida social, ou durante a chegada de um relacionamento amoroso. No final da adolescência e no início da vida adulta, os gêmeos se separam um pouco para viverem seus outros relacionamentos, porém, com o tempo, a maioria dos gêmeos movimenta-se para a reaproximação de seus irmãos, assumindo um relacionamento forte e maduro. (Tinglof, 2008)

 

Liana Kupferman

 

 

Referências bibliográficas

 

BRITTO, N. Rivalidade Fraterna, São Paulo, Agora, 2002.

KUPFERMAN, L. e BRISCAGIN, C.. Relacionamento dos Irmãos Gêmeos ao Longo do Ciclo Vital. Pós-Graduação em Terapia de Família e Casal, 2010, SP

LEONIDAS, A. Irmãos, Meio-Irmãos e Co-Irmãos. A Dinâmica das Relações Fraternas no Recasamento. Doutorado em Psicologia Clínica, 2005, SP.

MINUCHIN, S. Famílias - Funcionamento e Tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982.

TINGLOF, C.B. Criando Gêmeos e Múltiplos em Idade Escolar. São Paulo: Ed. M. Books, 2008.

 

  • Wix Facebook page

SIGA-ME

  • Wix Facebook page