O Que é ser Mãe no Plural?

 

        

   Sou Psicóloga, Individual, Infantil, Adulto e Familiar. Estudo gemelaridade há mais de 10 anos, desde que a querida Majoy Antabi (Múltiplos) me convidou para escrever para o portal “www.multiplos.com.br”. Esse tema tem cada vez mais me instigado e me encantado, o que resultou também um estudo de Pós-Graduação na PUC: “O Relacionamento dos Irmãos Gêmeos ao Longo do Ciclo Vital”, o qual estou transformando em um livro.

    

     Tenho 3 filhos, não são gêmeos. Tenho que confessar o grande aprendizado que recebo com as Mães de Gêmeos. Admiro em vocês, absolutamente tudo:

 

 

  • Na capacidade intrínseca de amar simultaneamente;

 

  • De se deixar levar pelas emoções que a maternidade presenteia;

 

  • De seus esforços de aprender e conhecer cada detalhe de seu filho, para assim, ajudá-lo a se diferenciar;

 

  • Pela capacidade de permitir-se errar, mas uma vontade imensa de acertar;

 

  • Querer sempre dar o seu melhor, mesmo que em muitas circunstâncias a fez deparar-se com o seu pior;

 

  • Em ter consciência que não tem nenhum romance em muitos momentos da sua rotina, exceto na hora de observá-los dormir;

 

  • Pela habilidade em saber se dividir, entre marido, trabalho, casa e entre os próprios filhos;

 

  • Por ser incrivelmente Humana e Heróica;

 

  • Por não ter hora para dormir nem acordar;

 

  • Por todos os dias lembrar que não existe mais “seu” tempo, ele agora é compartilhado, disputado e suado;

 

  • Em ser verdadeira em toda sua polaridade que o papel materno a impõe;

 

  • Por perceber o quanto o tempo é relativo;

 

  • Ter espaço físico e emocional em si para o plural;

 

  • Em ter que viver com o eterno sentimento de culpa por não conseguir ser tão justa e matematicamente correta em seus beijos, abraços e “colheradas”;

 

  • Em viver intensamente TODAS as situações;

 

  • Pela capacidade de se doar infinitivamente, sem limites e dosagem. Pode ter existido um começo, mas inexiste um final, Existe um caminho, que será a recompensa em dobro em todos os dias ao olhar para eles e agradecer por existirem e por vocês darem “conta” dentro de sua capacidade e limitação.

 

Por fim, entre a singularidade do amor incondicional e a pluralidade das surpresas da vida, a vocês, todas as mães precisam sim, admirar, aprender e respeitar.

 

Parabéns Mães!

 

Liana Kupferman

CRP: 06/72552

 

Artigo desenvolvido para "Multiplos" e "Gêmeos e Múltiplos"

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